A repercussão em torno do calendário de feriados prolongados em 2017, e o quanto ele pode beneficiar o setor de turismo, não iniciou esta semana, após as declarações da Fecomercio. Pela ABAV Nacional posso afirmar seguramente que o tema dominou as pautas da imprensa que nos procura desde o início da temporada. Em todas as nossas declarações e entrevistas concedidas, temos reiterado que com base na movimentação de viagens registrada em anos anteriores com características semelhantes, a demanda por viagens de lazer em 2017 deve crescer entre 8% e 14%.

Nove feriados nacionais – sem contar carnaval, Natal e réveillon  – são oportunidades de manter nosso turismo aquecido durante o ano todo, descentralizando e pulverizando a ocupação geralmente concentrada nas férias e nas grandes capitais, considerando que deve predominar nesse cenário a procura  por viagens de curta duração, em trajetos menores.  Os brasileiros vão poder viajar mais, gastando menos, porque uma das vantagens da ocupação pulverizada ao longo do ano é o maior equilíbrio na equação oferta x demanda, o que impacta diretamente na composição das tarifas aéreas e hoteleiras.

Ganham as agências de viagens, as operadoras, os hotéis, companhias aéreas, cruzeiros marítimos e todos os demais integrantes da cadeia produtiva do setor, que de acordo com o Ministério do Turismo movimenta diretamente para a economia do País R$ 182 bilhões (3,5% do PIB Nacional, de acordo com dados de 2015) – ou R$ 492 bilhões, incluindo a participação indireta – impactando outros 52 setores produtivos. Ganham também os destinos visitados por esses turistas e, por consequência, o comércio e a cadeia de serviços locais.

Gostaria de ir ainda além em nossos prognósticos positivos, se já pudesse apresentar aqui o recorte específico do quanto contribuem para essa movimentação as agências de viagens que atuam majoritariamente com lazer, a exemplo do que faz a Abracorp com o corporativo. Quanto o aumento no faturamento dessas empresas pode significar em mais arrecadação de impostos, geração de divisas e empregos no País? Sabemos que globalmente o turismo emprega um a cada onze trabalhadores, mas e no Brasil? –  Quantos empregamos, especificamente em nosso segmento?

Aproveito o reforço que a repercussão deste tema teve esta semana, e volto a reiterar a importância de nos organizarmos urgentemente na composição do banco de dados que iniciamos no ano passado com o Recadastrabav, e terá sequência com a aplicação, em âmbito nacional, do Censo Big Data ABAV. Esta é uma ação em que trabalharemos com prioridade ao longo do primeiro semestre, para que possamos chegar ao final de 2017 com nossa meta de crescimento alcançada, com base em números reais,  sem conjecturas ou especulações.

Edmar Bull
Presidente da ABAV Nacional
Em: Espaço ABAV / Blogosfera Panrotas