Participamos esta semana da Fitur, em Madri, e já no primeiro dia me surpreendi com a movimentação no estande institucional que a Embratur organizou este ano com a participação de 42 operadores e representantes de destinos brasileiros distribuídos em área de 300 metros quadrados.

Efeito notório ainda da visibilidade que tivemos com os dois megaeventos esportivos que sediamos, mas apesar dos esforços da Embratur na organização do cooperado brasileiro nas principais feiras internacionais do setor, não há como contestar quando avaliam nossa participação como tímida, na comparação com nossos concorrentes internacionais. O próprio espaço físico que ocupávamos na  edição passada, neste foi concedido à República Dominicana.

A Copa do Mundo e a Rio-2016 nos renderam mídia e visitação espontânea enquanto aconteceram, mas como quem não é visto não é lembrado, só nos resta estar – sempre e onde for possível. Andando pelos corredores da feira não faltam exemplos de destinos que não duvidam da força da promoção comercial, e a própria Espanha demonstra isso apoiando e participando em peso da feira, para que seu turismo doméstico se mantenha forte e porque também não quer perder para a concorrência internacional.

Não falta vontade política ao nosso ministro Marx Beltrão, mas faltam recursos que ele já sinalizou que buscará como meta prioritária este ano, entre outros pleitos que colocará ao governo federal, entre os quais ele inclui a transformação da Embratur em agência, atuando  sob um modelo de gestão mais autônomo.

Torcemos para que os setores público e privado se unam em torno da construção de uma política nacional que garanta sustentabilidade ao nosso turismo, porque tão cedo não teremos aqui novas oportunidades do gênero.

Edmar Bull
Presidente da ABAV Nacional
Em: Espaço ABAV / Blogosfera Panrotas