Diário do Turismo
Ao dar continuidade ao seu giro pelo Brasil, ouvindo os presidentes das Agências de Viagens dos Estados Federativos, o DIÁRIO entrevistou desta vez o presidente da Associação das Agências de Viagens do Tocantins, Gleber Ferreira. Dos cinco representantes ouvidos até agora, Gleber foi o mais incisivo ao reclamar da falta de apoio do governo ao turismo no Estado. “O governador tem que ter consciência de que o turismo hoje é uma chave alavancadora de emprego, que tem a condição de se manter sozinho, de gerar emprego e de gerar dinheiro no entorno do Estado”, disse em entrevista ao repórter Luis Adorno, do DT. Acompanhe:
DIÁRIO – Quais são os desafios, sob sua ótica, que os agentes de viagens do Estado do Tocantins vêm enfrentando?
GLEBER FERREIRA – Além do que você já sabe, que é a nível nacional, com a questão (do comissionamento) das companhias aéreas, uma página virada, o principal desafio é com relação a nossa agência de desenvolvimento turístico. A gente não consegue se firmar junto ao governo, ao presidente, ou até mesmo estabelecer parceria. O governador tem que ter consciência de que o turismo hoje é uma chave alavancadora de emprego, que tem a condição de se manter sozinho, de gerar emprego e de gerar dinheiro no entorno do Estado. A nossa secretaria está tentando há muito tempo, com recursos próprios, para que possa ser investido no turismo do Estado. Essa é a maior complicação. Recentemente, o ex-presidente pediu exoneração, porque, até onde eu sei, não tinha nenhuma condição de trabalhar.
DIÁRIO – Quais são os gargalos que o turismo do Estado enfrenta hoje?
GLEBER – Um dos gargalos principais é essa história do governo, porque nós poderíamos ter uma parceria muito boa, mas não temos. O governo não reconhece o turismo como uma fonte alavancadora mesmo de emprego e que ele consiga se sustentar.
DIÁRIO – E como tem sido a adesão de novas agências no Estado?
GLEBER – A gente fez agora um evento, chamado Semana do Agente e conseguimos mais seis solicitações de associação. Agora, no começo de agosto, numa assembléia geral, vamos analisar essas solicitações, verificar toda a documentação para ver se estão todas aptas para participar do nosso quadro.
DIÁRIO - Qual o número total de associados no Tocantins?
GLEBER – Hoje a gente tem 16 associados. Quando eu comecei o mandato, tínhamos apenas oito, acrescentamos mais oito, e agora mais esses seis pedidos de associação.
DIÁRIO – Qual é o potencial das agências de viagens, em relação a emissivo e receptivo?
GLEBER – Hoje o nosso maior público é o emissivo, mas é uma briga que a Abav local tem com o governo no sentido de nos fortalecer. Ou uma secretaria ou uma agência de desenvolvimento turístico - que é o que a gente tem até então, pra que a gente consiga também trazer pessoas pra cá - porque aqui temos muitos recursos, temos muitos atrativos naturais, como o Jalapão, por exemplo.
DIÁRIO – Os cursos oferecidos pela Abav Nacional têm sido suficientes na prática?
GLEBER – Eu acho que sim. Inclusive deu uma boa incrementada. Até porque o nosso presidente veio da Iccabav, então ele sabe mais ou menos o que a gente está precisando. Os instrutores, de nível nacional, são muito bons, muito bons mesmo. Então, são suficientes sim. Agora, é claro, toda ajuda é pouco. Eu queria que ele (o curso) também abrisse para que se a gente tenha alguma prata da casa, que a gente abra e repasse, para que a gente seja reconhecido nacionalmente.