O decreto que promulgou o acordo de céus abertos entre Brasil e Estados Unidos foi assinado na última terça-feira (26) pelo presidente Michel Temer durante visita do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, com a perspectiva de garantir importantes conquistas para o turismo brasileiro. A ampliação da oferta de voos beneficiará o turismo com mais opções de viagens de lazer e negócios entre os dois países. O acordo, entre outros benefícios, libera as companhias aéreas brasileiras e americanas para criação de novas rotas e a realização de parcerias para os atuais e novos destinos.

A medida também deverá refletir de forma positiva na infraestrutura e geração e novos negócios para o turismo. “Os Estados Unidos são o segundo maior emissor de turistas para o Brasil e celebramos esse acordo como mais uma medida para facilitar a entrada de estrangeiros em viagens de lazer e negócios ao Brasil. Já temos obtido sucesso com a facilitação de vistos para quatro países: Japão, Austrália, Canadá e Estados Unidos que foram responsáveis por 69% de todos as solicitações de e-Visas: 46.192. Estamos no caminho certo para atrair mais turistas e investimentos para o nosso país”, assegurou o ministro do Turismo, Vinicius Lummertz.

A medida que acaba com a limitação de voos entre Brasil e Estados Unidos foi publicada na edição do último dia 27 de junho do Diário Oficial da União. As empresas continuam proibidas de operar voos domésticos fora dos países de origem. O acordo é fundamental para a aprovação, nos Estados Unidos, de parcerias já firmadas no Brasil com aéreas americanas.

A Latam ressaltou a relevância da medida para a parceria comercial firmada com a American Airlines. “O acordo beneficia toda a sociedade brasileira e é fundamental para o desenvolvimento da aviação nacional. Os Céus Abertos proporcionarão aos passageiros mais opções de viagem, destinos e conexões, além de melhores horários”, declarou Jerome Cadier, CEO da LATAM no Brasil.

Levantamento da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) diz que o número de passageiros em rotas internacionais com origem ou destino no Brasil poderá aumentar 47% após a ratificação do acordo bilateral. Com o fim do limite de 301 voos semanais entre Brasil e Estados Unidos, a competição entre as empresas aéreas, além de modernizar a aviação no país, também deverá se refletir no mercado de viagens com aumento substancial de venda de passagens aéreas e pacotes internacionais para quem vem ao Brasil ou viaja para o exterior. Em datas festivas, como o Carnaval, e temporadas de férias e fim de ano, as empresas poderão, inclusive, ampliar a oferta de voos temporários.

Segundo a presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Turismo (Braztoa), Magda Nassar, esse é um grande momento para alavancar o turismo brasileiro. “A oferta de mais assentos vai proporcionar novos negócios para o turismo. Queremos lotar esses voos, mas também desejamos que eles cheguem lotados de turistas americanos. Precisamos divulgar ainda mais o Brasil lá fora em parceria com o MTur, a Embratur e as companhias aéreas”, defendeu Magda Nassar.

Os agentes de viagem também comemoram o acordo. "A ABAV Nacional vem acompanhando o tema desde as primeiras tratativas e entende que com políticas alinhadas e regras bem definidas para as estratégias de atuação das companhias aéreas internacionais – sem prejuízo à indústria nacional - o acordo pode ampliar o fluxo turístico, assim como as relações comerciais entre os dois países. A rota Brasil/Estados Unidos já tem uma demanda bastante expressiva nos dois sentidos e com maior competitividade na operação, ambos os destinos podem explorar novos mercados", afirma o presidente da ABAV Nacional, Geraldo Rocha.